Archive for maio, 2013

postheadericon Rima dos Sabores – Meu bar favorito

Era para esse ser um dos primeiros artigos do blog, mas fui protelando, protelando. Por ser um artigo trabalhoso (Por ironia, não foi proposital, juro, o artigo está sendo publicado no dia dos trabalhadores), pois falar do Rima dos Sabores, sem perder a magia do lugar, é muito difícil, para não falar impossível.

Logotipo do Rima dos Sabores (Fonte: Rima dos Sabores).

Logotipo do Rima dos Sabores (Fonte: Rima dos Sabores).

Para quem não sabe, escolhi o Rima dos Sabores para fazer um lançamento simbólico do blog (mas esqueci a câmera em casa, e o celular estava descarregado, felizmente o Robert conseguiu ligar o celular dele para uma foto).

Da esquerda para direita, Robert, eu e o Rayner, no dia do início do Blog.

Da esquerda para direita, Robert, eu e o Rayner, no dia do início do Blog.

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A proposta do Rima dos Sabores:

Comida exótica e cerveja artesanal. Simples assim.
Ao entrar no bar, você será sempre bem recebido pelo Jacaré Jack, e pelos garçons sempre atenciosos e brincalhões.

Um dos Jacks, mascote do Rima.

Um dos Jacks, mascote do Rima. (Foto: fonte desconhecida)


Pode não parecer, mas com uma parceria feita com catadores de lixo, surgiram as mesas (feitas com tubos de pasta de dente), a decoração vem de retratos antigos, e nunca esquecerei a cena, de um pai tentando explicar para o filho o que era o disquete, reaproveitado como porta saleiro.

Localização:

O bar fica meio escondido no Prado (Belo Horizonte), para ser mais exato na Rua Esmeraldas, número 522.
Lembro que nas minhas primeiras idas ao bar, passei direto sem perceber.
Recomendo quando for, dar uma boa olhada no mapa, a maioria das ruas na região são de mão única.

Ver mapa maior

Os pratos:

De tempos em tempos o cardápio é renovado, e o Juliano acaba colocando algumas de suas experiências a prova.
Não se assuste se ler no cardápio sorvete de feijoada, ou coxinha de costelinha de porco.

Coxinha de costelinha.

Coxinha de costelinha. (Foto: Jack Rima)

As cervejas:

Todas as vezes que fui lá, sempre tinha chopp da Falke e da Küd. Fora as cervejas em garrafa, que sempre tem uma novidade. Para se ter uma ideia, o bar tem dois cardápios, um com os pratos, e outro só de cervejas.

Mais um dos Jack, mascote do Rima.

Mais um dos Jack, mascote do Rima. (Foto: Jack Rima)

Minha relação com o Rima dos Sabores:

Fiquei conhecendo o Rima dos Sabores devido ao curso de produção de cervejas que fiz. A teoria foi neste bar, enquanto a prática foi na Küd.
Foi neste bar que tomei pela primeira vez a famosa Chimay Blue, as cervejas da Amazon Bier, o chopp Red Baron da Falke… Essas são as que me lembro, mas tenho certeza que tem mais.
Também foi neste bar que tive a oportunidade de experimentar carne de jacaré, foi nele também que experimentei o saboroso pão de malte (mesmo o Juliano tendo me passado a receita, nunca consegui reproduzir igual ao dele). Quem sabe na próxima produção, guardo um pouco do bagaço do malte, e acerto a mão?

Jack protegendo os livros.

Jack protegendo os livros.

Não poderia esquecer, neste bar comprei o livro Cervejas, Brejas e Birras. O lançamento do livro em Belo Horizonte foi no Rima dos Sabores, com a presença do autor Maurício Beltrameli.

Prosa com o Juliano:

Victor: De onde surgiu a ideia de montar um bar?
Juliano: Trabalhava na área farmacêutica e em 2004 comecei a fazer alguns churrascos e almoços para alguns amigos, mas por hobby. Quando em 2008 vi que estava fazendo muitos eventos e resolvi encarar pra valer e transformar esses eventos num bar.

Victor: Quando começou sua paixão pelo bacon e carnes exóticas?
Juliano: Nos eventos que fazia eu só tinha uma regra: Que eu levasse os ingredientes e montasse meu cardápio, pois minha intenção era fazer algo diferente de tudo. Os amigos topavam sempre então comecei a garimpar ingredientes, carnes exóticas em todo lugar que ia, em SP, RJ, interior de Minas. Vários amigos traziam e me indicavam lugares com ingredientes poucos comuns, ate que acabei conhecendo a “turma” que vende os exóticos.

Victor: E seu interesse por cervejas artesanais, quando começou?
Juliano: Na mesma época das carnes e ingredientes também levava cervejas artesanais para os eventos, já conhecia um pouco e fui me aventurando.

Victor: Como você se sente sendo dono de um bar bem sucedido?
Juliano: O Rima ainda esta engatinhando, não sei se é bem sucedido, mas estou fazendo de tudo para chegar la.

Victor: Você quer mandar uma mensagem para os leitores do Engenharia da Cerveja?
Juliano: Gostaria de agradecer este espaço para falar um pouco do Rima e parabenizar os leitores que tem este belo espaço para ler sobre novidades e cervejas artesanais com qualidade. Já que tem tantos oportunistas por ai que só querem saber de montar blogs para vender espaço e tomar cerveja de graça!